Talvez poucas pessoas sabem que, em princípio, Nutella foi criado para remediar a escassez de cacau após a Segunda Guerra Mundial.

Pergunte a qualquer que viva na Itália, França, Alemanha ou Polônia, quais as melhores recordações de sua infância. Com certeza a pasta cremosa NUTELLA estará presente entre suas inesquecíveis memórias. Consumida pura ou passada no pão, quer seja no café da manhã, no lanche da tarde ou a qualquer hora do dia, NUTELLA se transformou em um alimento nutritivo para deixar, principalmente as crianças, cheias de energia para as atividades do dia a dia.

Pietro Ferrero, um chefe de pastelaria do Piemonte, tem a idéia de criar um doce feita à base de avelã, produzida pela primeira vez nos fundos de uma pequena confeitaria na cidade de Alba, região de Piemonte, em um período onde a escassez de dinheiro não permitia as pessoas gastarem muito para comprar doces. Essa grande ideia começou em virtude das restrições em decorrência do pós Guerra. Como forma de minimizar essa escassez o confeiteiro Pietro Ferrero, com a ajuda de sua mulher Piera, misturou a base do chocolate gianduia (gianduitto, produto típico da região de Piemonte, uma mistura de chocolate e avelãs) com manteiga de cacau, que depois de resfriada em uma superfície retangular, se transformou em uma massa sólida possível de ser cortada em pedaços, criando assim um alimento com alto teor nutricional para substituir o chocolate, que na época havia se tornado um produto de luxo devido ao preço extremamente caro. O novo produto era utilizado para passar no pão, muito apreciado nos cafés da manhã e comercializado como uma massa sólida, inicialmente em tabletes.

O novo produto foi batizado inicialmente de “Giandujot”, nome inspirado em um clássico da pâtisserie piemontese. O sucesso da nova guloseima foi imediato perante os consumidores fazendo com que as lojas de alimentos na Itália passassem a chamá-la de “The Smearing”, isto porque as crianças podiam ir às lojas com um pedaço de pão e pedir uma lambuzada da deliciosa pasta cremosa.

Devido ao sucesso inesperado Pietro teria outra intuição genial: distribuir seu produto, não somente o doce em pedaços, mas também em porções reduzidas para serem vendidas individualmente. Com o tempo a empresa percebeu que a pasta derretia com o calor, modificou sua formulação e começou a vendê-la acondicionada em potes de vidro, mudando seu nome para Supercrema Ferrero em 1951.

Depois do teste, Michele Ferrero segue os passos de seu pai e demostrando todo o seu gênio inovador, tipico do artesão. Ele inventou o primeiro vidro de um novo creme feito com avelãs e cacau, mas sem nome. Graças a um novo esforço criativo, porque o artesão não tem paz até levar o produto ao estado de excelência,  Michele encontra o nome perfeito para o creme mais popular do mundo e o batiza de “Nutella”. Era o ano de 1964,  NUTELLA (derivado da palavra inglesa nut, que significa nozes, e do italiano nociolli, avelã

Nos anos seguintes o produto conquistou o paladar de muitos consumidores pelo mundo afora, como Alemanha, França, Austrália (onde foi introduzida em 1977) e até Estados Unidos, onde o produto foi lançado em 1983.

 

 

A mascote 

A simpática e sapeca mascote da marca NUTELLA é um esquilo chamado NINO, um personagem cheio de energia e louco por travessuras, e claro também pela pasta cremosa, fazendo de tudo para conquistá-la, assim como toda criança que consome NUTELLA. Na década de 1990 a marca se tornou ainda mais popular em virtude de suas campanhas televisivas protagonizadas pelo seu querido esquilo. Mas porque um esquilo como mascote? Simples. O esquilo é um animal que adora nozes e avelãs.